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Coletivo discute preconceitos, protagonismo e igualdade

20/01/2017 | Texto: Daniela Giannini | Foto: Divulgação

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Recentemente nós falamos aqui na Circular sobre o minidocumentário ‘Precisamos falar sobre transgênero’. Produzido por um grupo de estudantes de comunicação como parte de um trabalho da faculdade, o material reuniu depoimentos de três mulheres transgênero da cidade. Já acumulando milhares de visualizações, o vídeo fortalece o debate sobre a igualdade de direitos e a discriminação de gêneros no Brasil, apresentando a perspectiva daqueles que realmente devem ter voz sobre o assunto.

Foi esse trabalho que deu origem ao Coletivo Reverso, um projeto independente que, por meio da produção audiovisual e de texto, tem a missão de levantar debates e chamar a atenção para temas que não encontram tanto espaço nas mídias tradicionais.

Apesar da boa repercussão do primeiro vídeo ter sido um grande incentivo, foi a possibilidade de continuar ouvindo e compartilhando histórias que motivou o grupo a seguir produzindo conteúdo sobre assuntos socialmente relevantes. “Nós traçamos um tema, criamos a pauta, as perguntas básicas e procuramos nossa fonte. A partir disso, os donos dos roteiros são as pessoas que doam as histórias. No 'Precisamos falar sobre o Transgênero' aconteceu isso, pensamos em um resultado e aconteceu de outra forma. Muito melhor, graça as nossas entrevistadas (...). Não foi o resultado do documentário que gerou a vontade de continuar produzindo, foi a própria produção em si. A cada entrevista íamos ficando encantados com as histórias (e envergonhados com a ignorância).”, conta Maria Eduarda Martins, uma das responsáveis pelo projeto.

Formado inicialmente por Dee Freitag, Laryssa Cunha, Maria Eduarta Martins, Nayara Sakamoto e Renato Crozatti, o coletivo agregou mais dois colaboradores, Ana Carolina Prado e Vinicius Oberleitner. “Mas é legal lembrar que nós queremos a participação de todos, afinal é um coletivo. Quem quiser mandar pautas, projetos, fotografias, documentários, filmes, reportagens... Qualquer material que seja pertinente e esteja de acordo com o projeto”, completa Maria Eduarda.


Transbordar: relatos sobre a liberdade do corpo

O primeiro resultado do Coletivo Reverso foi o documentário ‘Transbordar’, lançado no início de dezembro em uma pré-estreia na UEM (Universidade Estadual de Maringá). Em quase 30 minutos de vídeo, os quatro personagens – todos de Maringá – discutem estereótipos, aceitação e liberdade do corpo, falando sobre distúrbios alimentares, machismo, gordofobia e transfobia.


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